O primado de Pedro
"[...] Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus" (Mateus 16, 15-19).
Nunca houve texto mais deturpado, mais recortado e refeito, na busca desesperada de alterar-lhe o sentido, que se apresenta simples. Porém, o texto se dirige todo a Pedro - tu és Pedro, eu te darei as chaves, tudo que (tu) ligares - em resposta à sua confissão, como um prêmio pela sua defesa pública de fé.
A doação das chaves indica o poder conferido a alguém de abrir ou cerrar o acesso da casa, da cidade, do reino. Não há dúvida que Cristo confere a Pedro um poder singular, que sempre foi entendido na Igreja como poder infalível (o que ligar na terra, será ligado no céu) e condicionado à vontade divina (o papa não força Deus a ligar ou desligar, mas só pode ligar ou desligar o que Deus quer no céu), e que foi ratificado no Concílio Vaticano I, no século XIX, com a solene proclamação do dogma da Infabilidade Papal.
Na verdade, Cristo não poderia ter agido de outra forma, se quisesse que sua Igreja triunfasse durante os séculos, senão conferindo ao pastor universal, seu representante na terra, um poder infalível. Se esse poder fosse falível, como esperar que não perecesse?
"Pela terceira vez Jesus perguntou a Pedro: Simão, filho de João, você me ama? Então Pedro ficou triste, porque Jesus perguntou três vezes se ele o amava. Disse a Jesus: Senhor, tu conheces tudo, e sabes que eu te amo. Jesus disse: Cuide das minhas ovelhas" (João 21, 15-17). Nesse trecho, Cristo confia o seu rebanho a Pedro, dando-lhe portanto seu poder de jurisdição sobre os cristãos. A Pedro, e a ninguém mais, é confiado o pastoreio das ovelhas e dos cordeiros, a que Nosso Senhor pede três vezes a confirmação de Pedro, e três vezes o confirma. Kisses!
bY dÉiA às 17h04

A presença real de Cristo na Eucarístia
Essa semana falaremos sobre a presença real de Cristo na Eucarístia. O texto bíblico diz o seguinte: "Portanto, todas as vezes que vocês comem desde pão e bebem deste cálice, estão anunciando a morte do Senhor, até que ele venha" (I Coríntios 11, 26).
O texto é inequívoco: toda vez que fizerdes isso - a Ceia, onde o pão e o vinho se tornam corpo e sangue de Cristo - anunciareis a morte do Senhor - o calvário - até que ele venha - até o fim do mundo. E como se pode anunciar a morte de alguém com pão e vinho, numa ceia, como alguns querem? Só faz sentido anunciar a morte num ritual solene e grave, não alegre e festivo, e tendo, ao invés de pão, o corpo - que será entregue por vós - e no lugar de vinho, o sangue - que será derramado por vós - como fazemos nós na Missa.
Se o pão é o corpo e o vinho é o sangue, então o que Cristo fez, na última Ceia, foi mais que uma refeição, foi um ritual de sacríficio, onde a vítima e o sacerdote eram a mesma pessoa: Cristo.
Jessus disse: "Eu sou o pão vivo que desceu do céu. Quem come deste pão viverá para sempre. E o pão que eu vou dar é a minha própria carne, para que o mundo tenha vida" (João 6, 51). Entretanto, alguns dos que estavam ali perguntavam entre si: "Como pode esse homem dar-nos a sua carne para comer?" (João 6, 52). Ao que Jesus respondeu: "Eu garanto a vocês, se vocês não comem a carne do Filho do Homem e não bebem o meu sangue, não terão vida em vocês. Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia" (João 6, 53-54). Alguns discípulos, após terem ouvido essas palavras dissseram: "Esse modo de falar é duro demais. Quem pode continuar ouvindo isso?" (João 6, 60).
Jesus sabia que seus discípulos estavam criticando o que ele tinha dito. Então lhes perguntou: "Isso escandaliza vocês?" (João 6, 61). A fé em Cristo exige decisão! E a partir desse momento, muitos discípulos já não andavam mais com Jesus. Então ele perguntou aos doze: "Vocês também querem ir embora?" (João 6, 67). Ao que Pedro respondeu: "A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Agora nós acreditamos e sabemos que tu és o Santo de Deus" (João 6, 68). E você se escandaliza ou quer estar com Jesus, assim como Pedro e nós? Kisses!

bY dÉiA às 14h59

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